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Revista francesa Têtu verifica declaração de Alice Coffin sobre o voto LGBT na direita radical

Foto de arquivo de Alice Coffin em 2019. Silvia Casalino / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Imagem recortada, reduzida e convertida para WebP.
Foto de arquivo de Alice Coffin em 2019. Silvia Casalino / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Imagem recortada, reduzida e convertida para WebP.

A revista LGBT francesa Têtu analisou em 5 de novembro de 2026 uma declaração de Alice Coffin, ex-vereadora de Paris pelo Partido Verde. Em entrevista ao SimiliQueer durante um festival literário em Estrasburgo, ela disse que, entre os eleitores LGBT dispostos a votar na direita radical, predominavam os homens gays. Na sua opinião, essa posição era menos comum entre as lésbicas.

Na pesquisa de fevereiro realizada pelo Ifop para a Têtu, 32% das pessoas LGBT que indicaram um candidato escolheram um dos três nomes da direita radical no cenário apresentado para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas de 2027. Eram Jordan Bardella, da Reunião Nacional, Éric Zemmour e Nicolas Dupont-Aignan. Segundo a metodologia do Ifop, a pergunta sobre a escolha do candidato foi feita a 742 eleitores registrados de um total de 1.137 entrevistados LGBT.

Ao comparar grupos mais amplos, a Têtu encontrou cerca de 27% de intenção de voto nos candidatos da direita radical entre homens gays, bissexuais e pansexuais, e cerca de 26% entre mulheres lésbicas, bissexuais e pansexuais. Na comparação apenas entre homens gays e lésbicas, os percentuais foram de 29% e 37%, respectivamente.

Esses dois grupos menores reuniam 214 homens gays e 78 lésbicas antes de se considerarem apenas as respostas de quem indicou um candidato. A Têtu observa que grupos pequenos aumentam a incerteza das estimativas. A revista concluiu que a pesquisa não sustenta a declaração de Coffin.

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