Câmara baixa da Tasmânia, na Austrália, aprova proibição das práticas de conversão LGBT
A câmara baixa do Parlamento do estado australiano da Tasmânia aprovou em Hobart, em 29 de outubro de 2026, um projeto alterado para proibir práticas de conversão dirigidas a pessoas LGBT. Segundo o registo oficial, a proposta da líder dos Verdes Rosalie Woodruff passou ao Conselho Legislativo, a câmara alta.
O texto visa condutas destinadas a mudar, suprimir ou eliminar a orientação sexual ou identidade de género, independentemente do consentimento. As notas do projeto apresentado preveem exceções para cuidados de saúde profissionais prestados de boa-fé e exploração da identidade. Exprimir crenças religiosas, rezar ou conversar em família não constitui, por si só, uma prática de conversão.
Segundo o Pulse Tasmania, os deputados retiraram uma disposição que responsabilizava criminalmente empregadores por infrações dos trabalhadores. As alterações também abrangem o limiar para iniciar investigações e a consideração da liberdade religiosa e dos direitos dos pais e das crianças numa revisão após cinco anos.
Os Verdes, os trabalhistas, parte dos liberais e independentes apoiaram o projeto. O porta-voz da Equality Tasmania Rodney Croome disse que a proibição deve proteger pessoas LGBT de danos; a sua posição consta do Tasmanian Times.
Os opositores contestam o alcance. Segundo a ABC, o vice-primeiro-ministro e procurador-geral Guy Barnett considerou o projeto excessivo. Isla MacGregor, da Women Speak Tasmania, chamou-lhe uma ameaça à liberdade de expressão e pediu análise prévia por uma comissão parlamentar.
A Uránia já noticiou o debate sobre o projeto e as preocupações dos seus críticos.


