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Associação LGBT israelense alerta para risco de novas restrições

Abertura da sessão de inverno do Knesset em 28 de outubro de 2024; Amir Ohana na mesa da presidência. Foto de arquivo: Kobi Gideon / assessoria de imprensa da Presidência de Israel / Wikimedia Commons. CC BY-SA 3.0. Imagem reduzida e convertida para WebP.
Abertura da sessão de inverno do Knesset em 28 de outubro de 2024; Amir Ohana na mesa da presidência. Foto de arquivo: Kobi Gideon / assessoria de imprensa da Presidência de Israel / Wikimedia Commons. CC BY-SA 3.0. Imagem reduzida e convertida para WebP.

Em 22 de outubro de 2026, o veículo israelense Mako noticiou um relatório da associação LGBT Aguda sobre a atuação do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A organização alerta que projetos não aprovados que restringem direitos LGBT podem servir de base para novas iniciativas no próximo Parlamento.

O relatório abrange janeiro de 2023 a outubro de 2026. Segundo seus dados, em 2024 o financiamento do departamento governamental de assuntos LGBT foi reduzido dos 38 milhões de shekels previstos para cerca de 24 milhões. Em julho de 2025, terminou o contrato do Ministério da Igualdade Social com a própria Aguda para serviços destinados a pessoas LGBT árabes, pessoas com 50 anos ou mais e pessoas com deficiência.

Entre as iniciativas analisadas está a proposta do deputado Avi Maoz de proibir aulas e atividades sobre orientação sexual e identidade de gênero do 1º ao 8º ano escolar. A partir do 9º ano, seriam necessários o consentimento de 75% dos pais, a autorização da direção e o consentimento do aluno. O relatório observa que o autor justifica o projeto pela proteção dos direitos dos pais e dos interesses das crianças.

Outra proposta de Maoz e da deputada Limor Son Har-Melech prevê o registro do sexo em documentos oficiais exclusivamente segundo critérios biológicos. Na avaliação da associação, isso impediria pessoas transgênero de alterar esse registro. O relatório classifica ambas as propostas como apresentadas, mas não aprovadas.

Os autores também destacam três alterações aprovadas que ampliaram direitos: duas se referem aos parceiros do mesmo sexo de militares mortos e de pessoas sequestradas ou desaparecidas; a terceira proíbe a discriminação de estudantes por orientação sexual e identidade de gênero.

Em uma disputa anterior sobre financiamento, o ministério alegou baixa execução dos recursos e atrasos na liberação pelo Ministério das Finanças. O Israel Hayom publicou essa posição em 10 de setembro de 2025. Na matéria sobre o novo relatório, o Ynet informa que o ministério não apresentou comentários.

A Aguda é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1975. A Uránia já noticiou que, após as eleições de 27 de outubro, três políticos assumidamente gays devem entrar no novo Knesset.

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