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Arquivo QZAP nos EUA preserva e digitaliza fanzines LGBT

Exposição de zines queer, 2009. Foto: QZAP - Photo archive / Flickr, CC BY-SA 2.0. Conversão para WebP.
Exposição de zines queer, 2009. Foto: QZAP - Photo archive / Flickr, CC BY-SA 2.0. Conversão para WebP.

Em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin, o Queer Zine Archive Project (QZAP) reúne publicações LGBT de pequena tiragem e disponibiliza gratuitamente cópias digitais. A LGBTQ Nation apresentou seu trabalho em 24 de outubro: o arquivo preserva relatos pessoais, arte e debates políticos de décadas passadas.

Milo Miller e Christopher Wilde fundaram o projeto em novembro de 2003. Segundo as bibliotecas da Universidade do Norte do Texas, a ideia surgiu de suas próprias coleções. Um zine é uma pequena revista ou um livreto publicado de forma independente pelos autores, muitas vezes com páginas fotocopiadas e encadernadas à mão. Essas publicações circulavam entre amigos, em shows e por livrarias independentes.

O catálogo digital do QZAP permite pesquisar por título, tema, ano e local de publicação, ler páginas digitalizadas e baixar as cópias disponíveis. Os zines tratam de música, relacionamentos, saúde sexual, HIV/aids, arte e política. Preservam as opiniões e a linguagem de sua época, incluindo textos e imagens explícitos.

Um exemplo é o segundo número de Going Homo, organizado por Stephen Dedalus em 1993. Suas 24 páginas trazem cartas de leitores, resenhas de música e outros zines, relatos pessoais, desenhos e debates políticos. Entre os temas está o serviço de gays no Exército americano: um colaborador se opunha ao próprio objetivo de obter igualdade nas forças armadas. A edição mostra como posições políticas diferentes eram debatidas e questionadas nos círculos LGBT.

O arquivo também guarda originais em papel. Em dezembro de 2025, a equipe informou ter mais de 4000 zines na coleção e pouco espaço para armazená-los. O número se refere a todo o acervo, não à quantidade de edições digitalizadas. Um dos objetivos declarados do QZAP é ajudar novos autores a continuar produzindo seus próprios zines por meio da preservação de publicações anteriores.

A Uránia já noticiou a digitalização da Dragazine, revista publicada em Los Angeles de 1991 a 1997 que documentava a cena drag antes de sua maior presença na televisão.

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