Alemanha: Stefan Evers, abertamente gay, é indicado para liderar bancada da CDU em Berlim
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Em 22 de setembro de 2026, a executiva regional da União Democrata-Cristã (CDU) em Berlim indicou por unanimidade o senador de Finanças Stefan Evers para a presidência do grupo parlamentar na Câmara dos Deputados da capital alemã. Segundo noticiou o portal alemão Queer.de com base na agência dpa, a recomendação da presidência foi aprovada pelo comitê regional do partido conservador. Trata-se, no momento, de uma nomeação partidária; a votação formal da própria bancada parlamentar está prevista para quinta-feira.
A indicação ocorre após as eleições regionais de Berlim, realizadas no domingo, 20 de setembro. A CDU, que disputou o pleito tendo Evers como cabeça de chapa, obteve 18,8% dos votos — uma queda de quase dez pontos percentuais na comparação com a eleição repetida de 2023. A sigla conservadora perdeu a liderança para o partido A Esquerda (Die Linke), vencedor com 25,7%. Até agora, a liderança da bancada da CDU pertencia a Dirk Stettner. Além disso, a cúpula partidária indicou a atual presidente do parlamento berlinense, Cornelia Seibeld, para o cargo de vice-presidente da casa.
Ao avaliar o cenário para a composição do novo governo de Berlim, Evers declarou que cabe inicialmente à legenda vitoriosa, Die Linke, a iniciativa para sondagens de coalizão. Contudo, afirmou que a CDU está disposta a negociar com as forças do centro político e não descartou dialogar sobre uma aliança com maioria matemática ao lado dos social-democratas (SPD) e dos Verdes.
Com 46 anos, Stefan Evers integra a CDU desde 1998 e sempre falou abertamente sobre sua homossexualidade. Integrante de longa data da associação Lesben und Schwule in der Union (LSU), atuou como diretor parlamentar e porta-voz da bancada para pautas queer antes de se tornar senador de Finanças e vice-prefeito de Berlim em 2023. Em 2015, formalizou uma união civil estável com seu companheiro, posteriormente convertida em casamento civil. O político reiterou em diversas ocasiões nunca ter sofrido resistências internas por causa de sua orientação sexual, frisando que entrou para a política para atuar em um partido abrangente de centro-direita e não com foco em ativismo identitário.
Anteriormente, a «Uránia» cobriu outros momentos marcantes envolvendo políticos gays no bloco conservador alemão: no verão de 2026, os deputados do Bundestag pelo bloco CDU/CSU Sepp Müller e Wolfgang Stefinger casaram-se , enquanto o ex-ministro federal da Saúde Jens Spahn renunciou à chefia do grupo parlamentar da CDU no parlamento federal após contestação interna decorrente do nascimento de um filho gerado por barriga de aluguel nos Estados Unidos.


