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Alemanha: Político abertamente gay Frank-Christian Hansel é reeleito para o parlamento de Berlim pelo partido «Alternativa para a Alemanha»

O deputado berlinense da AfD Frank-Christian Hansel na tribuna do parlamento da capital. Foto: [Sandro Halank / Wikimedia Commons](https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2021-12-21_Sitzung_des_Abgeordnetenhauses_von_Berlin_by_Sandro_Halank%E2%80%93158.jpg) (CC BY-SA 4.0)
O deputado berlinense da AfD Frank-Christian Hansel na tribuna do parlamento da capital. Foto: [Sandro Halank / Wikimedia Commons](https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2021-12-21_Sitzung_des_Abgeordnetenhauses_von_Berlin_by_Sandro_Halank%E2%80%93158.jpg) (CC BY-SA 4.0)

Nas eleições estaduais de Berlim realizadas em 20 de setembro de 2026, o parlamentar abertamente gay Frank-Christian Hansel assegurou sua reeleição na Câmara dos Deputados da capital alemã pela legenda de direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Conforme noticiou o portal de notícias especializado alemão Queer.de, o parlamentar manteve sua cadeira legislativa em meio a um resultado recorde da AfD na capital federal, onde o partido alcançou 16,3% dos votos válidos.

A votação de 20 de setembro marcou o desempenho eleitoral mais expressivo da história da AfD em Berlim. Outros representantes partidários também foram eleitos para o parlamento estadual, incluindo Gunnar Lindemann, que manteve seu mandato direto pelo distrito de Marzahn-Hellersdorf após sucessivos protestos contra a Parada do Orgulho local, e Julian Adrat, conhecido por declarações públicas enfáticas contra a identidade transgênero. Paralelamente, outros políticos abertamente homossexuais obtiveram a reeleição em diferentes bancadas: Stefan Evers, líder da lista eleitoral da União Democrata-Cristã (CDU), além dos deputados verdes Werner Graf e Sebastian Walter. Em contrapartida, dois históricos parlamentares gays do partido A Esquerda (Die Linke) — o ex-senador de Cultura Klaus Lederer e Carsten Schatz — deixaram o parlamento após optarem por não concorrer devido a divergências internas, enquanto a conhecida drag queen berlinense Gloria Viagra, candidata pela esquerda em Pankow, não reuniu votos suficientes para conquistar o mandato.

Na bancada legislativa da AfD, Hansel atua como porta-voz para assuntos econômicos, energia, clima, aeroportos e turismo. O político se afasta taxativamente da pauta ativista LGBTQ+ tradicional e das teorias contemporâneas de políticas «queer»: classificou em várias ocasiões as reivindicações de ativistas como «problemas de luxo», rejeitando como falsas as acusações de que a direita represente perigo para a comunidade homossexual. A linha política de Hansel sustenta que a igualdade das pessoas homossexuais já se encontra garantida pelas cláusulas universais da Lei Fundamental alemã, rejeitando reformas que introduzam dispositivos constitucionais exclusivos sobre identidade sexual. Para ele, a principal ameaça à segurança dos homossexuais na Alemanha provém da imigração de perfil patriarcal islâmico, ao mesmo tempo em que contesta as «políticas identitárias de esquerda» por reduzirem os cidadãos unicamente à sua sexualidade.

Frank-Christian Hansel, de 61 anos, nasceu em Wiesbaden, é formado em Ciência Política e integrou o Partido Social-Democrata (SPD) no começo dos anos 1990. Em 2013, esteve entre os fundadores da AfD em Berlim e chefiou a gestão administrativa federal da legenda. Integra de forma contínua a Câmara dos Deputados de Berlim desde 2016, tendo coordenado o grupo parlamentar do partido até 2021. Hansel sempre assumiu publicamente sua orientação sexual e é casado há anos com seu parceiro.

Anteriormente, a «Uránia» registrou outros episódios da política alemã: a contundente vitória eleitoral da AfD na Saxônia-Anhalt , que despertou apreensão em entidades civis, e a indicação do deputado gay Stefan Evers para a liderança da bancada da CDU no parlamento de Berlim após as eleições de 20 de setembro.

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