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Presidente do Cazaquistão pede que homens não se abracem nem se beijem ao cumprimentar

O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, pediu em 23 de agosto, em Astana, que os homens não se abracem nem se beijem ao cumprimentar. A declaração foi feita numa entrevista coletiva depois de votar numa secção eleitoral no Palácio da Independência.

Ao responder a uma pergunta sobre normas de comportamento, Tokayev afirmou que o país deveria regressar às suas “tradições ancestrais”. “Não está certo quando os homens começam a abraçar-se e a beijar-se, quando as mulheres beijam os homens e os homens beijam as mulheres. Isso nunca fez parte dos nossos costumes”, citou o jornal Kazakhstanskaya Pravda.

Tokayev criticou especificamente os abraços entre pessoas de uniforme militar. Segundo ele, os homens devem apertar as mãos com firmeza, cumprimentar-se com um sorriso ou colocar a mão direita sobre o coração. O presidente também disse ter iniciado um “novo código de conduta”, mas não esclareceu se será um documento formal, a quem se aplicará ou se será obrigatório.

Tokayev não mencionou diretamente a orientação sexual nem pessoas LGBT nessas declarações. Elas foram feitas num contexto de restrições a informações sobre temas LGBT no Cazaquistão: a Lei n.º 248-VIII, assinada em 30 de dezembro de 2025, incluiu a “propaganda de orientação sexual não tradicional” na lista de conteúdos proibidos nos meios de comunicação e em várias outras áreas.

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