Refugiados LGBT na África do Sul relatam ameaças de deportação em meio à crescente xenofobia

No contexto da intensificação dos debates públicos sobre migração na África do Sul, refugiados LGBT relatam enfrentar cada vez mais hostilidade e ameaças.

Como informa o MambaOnline, os solicitantes de asilo encontram-se em uma posição vulnerável devido ao aumento do sentimento anti-imigrante. Ativistas LGBT observam que, apesar da legislação progressista da África do Sul — a Constituição e a Lei de Refugiados de 1998, que protegem os direitos humanos e proíbem o retorno de indivíduos a países onde enfrentam perseguição —, a lacuna entre a lei e a realidade está aumentando.

Entre os desafios, os refugiados destacam os atrasos burocráticos que podem arrastar o processo de documentação por anos, deixando muitos sem status oficial. Segundo representantes da comunidade, retornar a países de origem como Uganda ou Gana significa enfrentar o risco de prisão e violência devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Os ativistas pedem melhorias no sistema de asilo e o combate à desinformação, enfatizando que a segurança dos refugiados é uma questão fundamental de direitos humanos.